Alunos do Ensino Médio em visita cultural à cidade de Paraty

REDESCOBRINDO-SE EM PARATY

Texto de Haroldo Hirata, professor de História do Colégo São Marcos

 

“Ao propormos essa viagem pedagógica tínhamos o objetivo de estudar aspectos da cidade de Paraty relacionando-os às questões presentes em nosso currículo escolar, mas, agora, após a realização dessa nossa empreitada, percebemos que alcançamos outros objetivos que não estavam em nossa proposta inicial, mas que também são muito importantes para a formação de nossos alunos.

Achamos que eles aprenderam um pouco de história, geografia, biologia e cultura, mas aprenderam também que aquele colega que sempre sentou a poucos metros deles também gosta de sorvete de pistache, que pode ajudar o outro a descer do barco sem afundá-lo, que pode fazer companhia quando se está com medo ou que pode abraçar alguém para que o outro se sinta confortável.

Viajar é conhecer lugares e pessoas, mas acho que as pessoas que mais nós conhecemos, quando viajamos, somos nós mesmos, com nossas manias, virtudes e defeitos. Aprendemos que podemos nos doar mais do que estamos acostumados e que recebemos muito de pessoas que nunca esperaríamos; percebemos que não precisamos ter medo das pessoas que não conhecemos e que possuem vários nomes: Chaves, Barrigas, Ari, Arthur, Adriana, Fabiana, Mendigo do cachorro, o pedinte que sempre nos encontrava...

“Governar é construir estradas”, disse certa vez um antigo presidente da república, então, parafraseando esse governante, podemos dizer: “educar é construir estradas” que levam os educandos para onde eles quiserem; educar é oferecer aos nossos alunos uma ponte para sua própria liberdade.

Sabemos que construir pontes e observá-las não é a mesma coisa que ter a coragem de atravessá-las, mas sempre começamos nosso caminhar com os primeiros passos.

Aprender e ensinar são realmente uma coisa só e acontecem a todo o momento; lá em Paraty não havia lousas, carteiras e salas de aula, mas também aprendemos e ensinamos e, finalmente, acreditamos que todos nós, os envolvidos no projeto, nunca mais seremos os mesmos”.

Há 41 anos formando cidadãos